Posts in LGBT

5 clipes sobre cultura queer

A Teoria Queer surgiu nos Estados Unidos na década de 90 do século XX com intuito de questionar, problematizar, transformar, radicalizar e ativar uma minoria excluída da sociedade centralizadora e heteronormativa.

Portanto, representa as minorias sexuais em sua diversidade e multiplicidade, levando em consideração todos os tipos e concepções de sexualidade e identidade de gênero.

É importante destacar, que a palavra queer, utilizada pelos teóricos, não tem uma tradução exata para a Língua Portuguesa. Portanto, a expressão queer é traduzida como estranho, talvez ridículo, raro, excêntrico, extraordinário. Retratando assim, uma situação de dúvida, questionamento, novidade, rebeldia e diversidade. 

Dessa forma, a teoria queer vem representar tudo que envolve as minorias sexuais em suas especificidades e pluralidades e colocar em prática uma cultura múltipla e especifica de grupos como os gays, as lésbicas, os bissexuais, os travestis, os transexuais, as drags.

Vale ressaltar, que é a cultura de uma minoria, porém maioria em riqueza e diversidade que almeja voz, lugar, inclusão, nessa sociedade heteronormativa e centralizadora através de distorção, transgressão, estranheza e ruptura.

Fiquem com 5 clipes sobre cultura queer e arrasem!

Quando a tecnologia se fez minha inimiga


Lá estava ela ao meu lado. Uma pequena caixa que envia e recebe milhões de informações. Não sei como tudo funciona ao certo. Meus ancestrais com certeza diriam que é mágica. Não é algo que funciona com um estalar de dedos, apesar de, apenas com um toque poder ter o mundo na palma da mão.

Estou aqui, mas também do outro lado do mapa. É tão instantâneo como acordar e abrir os olhos. Se bem que mágico não seria um termo tão inapropriado. Não seria, se a esta já não tivessem dado o nome de tecnologia.

 
Ela me acompanha aonde quer que eu vá, minha vida é movida por ela. É tão bom poder tê-la ao meu alcance quando mais preciso. A tecnologia, em sua magnificência, como não amar?

Difusão de conhecimento e informação, proporciona oportunidades para artistas mostrarem seus trabalhos, conecta pessoas e imensa lista de vantagens que dificilmente poderia aqui listar. Mas não se engane. Ela pode ser uma cobra em pele de cordeiro.
 
E foi numa tarde de domingo que a tecnologia se fez inimiga.
 
Minha fiel e inseparável amiga, estava ao meu lado, em um de seus formatos mais compactos, o celular. Ele, que me conhece tão bem e leva consigo informações que talvez nem me recordo.  

Sempre atencioso e gentil, me informou que algo havia sido enviado para mim. Olho para a tela e vejo que era uma mensagem um aplicativo de relacionamento que eu, comumente, fazia uso. Me deixo levar pela vontade de acabar com o tédio e conversar com alguém.
 
E naquele instante nada mais parecia fazer sentido. Fui enganado. Não era uma mensagem. Era a tecnologia me atacando, dentro da minha própria casa.

Como aquilo poderia ser possível? Logo ela, de quem sempre fiz bom uso. Meu corpo congelou e foi tomado por nojo e temor. Palavras de ódio, insultando quem eu sou, minha cor, o meu cabelo. Nada fazia sentido. O que eu tinha feito de errado para merecer aquilo?
 
Artificial e inteligente, mas como ela poderia me atacar de tal maneira? Foi então que me lembrei de que ela tinha acesso às minhas informações e fotos. Não só ela, mas outras pessoas que também fazem uso do aplicativo.
 
E foi aí que ela se fez inimiga. Aliada a outro alguém, que não fazia seu uso da mesma maneira que eu. Um ser que, mesmo de longe, pôde entrar na minha vida e causar-me um pequeno desconforto.  Sem conhecer de fato quem eu sou, utilizou-se de aspectos que, aos seus olhos, não são apropriados para mim. Na verdade, para ele.

A minha cor preta, o meu cabelo vermelho, o meu jeito de vestir e meu jeito nada másculo. Para ele, se unir à tecnologia para tentar me atacar, pareceu a maneira mais fácil de mostrar que não é alguém corajoso. O ódio que fere e mata quem não se encaixa no filtro padrão chegou a mim de uma maneira tão sutil, mas que abalou meu emocional.
 
Quanto a mim, seria mais fácil baixar a cabeça e me retirar dali. Esquecer que a tecnologia sempre foi boa comigo e me proporcionou momentos e oportunidades que jamais posso esquecer. Sem ela, possivelmente não teria coragem de mostrar meu cabelo colorido ao mundo e sair na rua tendo orgulho de quem sou.
 

6 filmes brasileiros com temática LGBT que todo mundo deveria assistir

Hoje, como o próprio título diz, trouxe uma listinha com 6 filmes brasileiros com temática  LGBT que T-O-D-O-S (héteros, héteras, negro, branco, índio, alto, baixo, gordo, magro, inclusive os gays – assumidos e não assumidos.).
A questão do ser gay, teve por muito tempo repressão da sociedade – de um modo geral. Um bom é exemplo de discriminação (e ignorância) é a exterminação e da violência física  contra  de travestis e homossexuais que ocorreu com o surgimento da AIDS. Nos anos oitenta, com o advento da veiculação da AIDS como uma doença de “gays”, verificou-se o recrudescimento da hoje chamada homofobia. Imagine você, viver em uma época em que ser gay era sinônimo de portar uma doença, sair na rua com risco de sofrer agressão e até ser morto. Agradeça a todos que lutaram (e lutam) pela nossa causa. Graças a eles temos ganho espaço na sociedade, podendo ser GAYS DEMAIS DA CONTA.
Além aumento dos prós-LGBT, houve nos últimos anos um bum na produção de roteiros para filmes com a temática LGBT, inclusive no Brasil. Filmes estes que retratam o mundo gay, mesmo nem sempre da melhor maneira (como dizem o que vale é a intenção). Então aí vai a lista dos seis longas brasileiros que você deve assistir!
Praia do Futurotrailer
Praia do Futuro, Ceará. Donato (Wagner Moura) trabalha como salva-vidas. Seu irmão caçula, Ayrton (Jesuita Barbosa), tem grande admiração por ele, devido à coragem demonstrada ao se atirar no mar para resgatar desconhecidos. Um deles é Konrad (Clemens Schick), um alemão de olhos azuis que muda por completo a vida de Donato após ser salvo por ele. É quando Ayrton, querendo reencontrar o irmão, parte em sua busca na fria Berlim.
Paraísos artificiais – trailer 
Erika (Nathalia Dill) é uma DJ de relativo sucesso e muito amiga de Lara (Lívia de Bueno). Juntas, durante um festival onde Erika trabalhava, elas conheceram Nando (Luca Bianchi) e, juntos, vivem um momento intenso. Entretanto, logo em seguida o trio se separa. Anos depois Erika e Nando se reencontram em Amsterdã, onde se apaixonam. Só que apenas Erika se lembra do verdadeiro motivo pelo qual eles se afastaram pouco após se conhecerem, anos antes. 
Amores possíveis trailer
Carlos (Murilo Benício) marca um encontro no cinema com Julia (Carolina Ferraz), sua colega de faculdade por quem estava apaixonado. Julia não aparece, deixando Carlos sozinho no hall do cinema. Durante a espera, acontece algo que irá mudar a vida dele para sempre. Quinze anos após este acontecimento três versões possíveis e distintas da vida de Carlos são apresentadas.
Do começo ao fim – trailer 
Julieta (Julia Lemmertz) tem dois filhos com uma diferença de seis anos de idade, Francisco (Lucas Cotrim) e Thomás (Gabriel Kaufmann), e com maridos diferentes: Pedro (Jean-Pierre Noher) e Alexandre (Fabio Assunção). Os dois irmãos se tornam grandes amigos desde pequenos e, quando adultos, transformam esta amizade em algo mais profundo e polêmico. (RC)
Do lado de fora – trailer 
Rodrigo (Mauricio Evanns) e Mauro (Luis Vaz) são dois adolescentes gays, que decidem ir pela primeira vez à Parada LGBT de São Paulo. Eles têm a companhia do tio Vicente (Marcello Airoldi), um executivo solteiro e também homossexual. Apesar de se divertirem no evento, eles presenciam uma cena de agressão homofóbica, e socorrem a vítima, Roger (Andre Bankoff), um homem casado cuja esposa está grávida. Quando os quatro se reúnem, eles decidem fazer um pacto para saírem do armário em menos de um ano.
Eu quero voltar sozinho – trailer 
Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade. Pra quem não sabe, antes de se tornar um longa, este filme foi um curta, confira aqui.
Você tem algum filme com temática LGBT favorito? Deixe nos comentários!