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Neon, o futuro da moda

Estamos prontos para voltar no tempo ? No tempo em que se inspiravam em naves e futurismo?

Imagino como pode ser difícil se acostumar com uma característica do passado. Mas existem algumas tendências que voltaram. E assim ressurge o neon.

Oportunamente a moda dos anos 80 representava uma quebra ao materialismo e do “normal”. Os matizes eram semelhantes a marcadores – amarelo, laranja, verde e rosa brilhante.

Para além disso, a moda dos 80 ano tornou-se mais do que tendência. Era um estilo de vida para muitos. As mulheres agora tinham em seus looks saias compridas, minissaias, shorts de ciclismo, macacões e cores brilhantes no dia a dia. Os homens se redescobriram e se libertaram, realizando sua própria revolução de moda. Tornaram-se confiantes o suficiente para usar roupas justas, apertadas, de festas e tecido metálico.

De moda geral voltaram-se para os acessórios coloridos, armações de óculos com cores vivas e maquiagens de cores neon.

Visto que até 2018 tudo era amplamente dominado por cores neutras e silhuetas mínimas, é natural que um olhar oposto se tornasse naturalmente conhecido.

Todavia, será que estamos preparados para lidar com esse ressurgimento? Uma vez que o neon retoma com todo o seu valor de expressão e liberdade, transmitindo uma forte mensagem.

As pessoas utilizavam a moda nos anos 80 para mostrar que eram orgulhosas e fortes. Essa moda retrô atende aos rebeldes: aqueles que não tem medo de sair do comum.

5 brechós online de Belo Horizonte para você amar – parte 2

 

Há alguns dias atrás, fiz um post com 5 brechós online de Belo Horizonte para você amar, onde compartilhei alguns do meus brechós favoritos da cidade.

Posteriormente, escrevi sobre estar há um ano sem consumir em lojas de fast fashion. E, como consequência dessa minha nova forma de comprar, os brechós se tornaram meus maiores aliados na hora de buscar por uma roupa nova.

Uma das maiores vantagens de consumir em brechós (físico ou na internet), é a possibilidade de encontrar roupas dos mais variados estilos e épocas.

Além disso, é uma prática sustentável e consciente de consumo, pois você reutiliza algo que já foi de alguém, entretanto não será jogado no lixo, poupando a natureza de todo o trabalho de decomposição do objeto.

Tá afim de conhecer mais alguns brechós e ter mais opções de onde comprar? Se liga na lista abaixo!

Não esqueça de ver a 1ª parte da lista aqui.

  1. Golondrina Brechó

  2. 12 Brechó

  3. Camaleoa Brechó

  4. Brechó da carlota

  5. Zureta brechó

Curta e compartilhe esta ideia com seus amigos! ♥

Lembranças: um ano sem consumir em fast fashion

É incrível como tempo passa rápido e, com tanta coisa acontecendo, nem nos lembramos o que comemos no almoço do dia anterior. Por sorte, redes sociais podem ser grandes aliadas e te recordar de momentos (ali postados) que você nem lembra mais.

E foi numa dessas lembranças, que acabei de dando conta de uma decisão que tomei no ano passado: não comprar mais em lojas de fast fashion. Não, não foi sem motivos ou de uma hora para a outra.

De 4 anos para cá, comecei a consumir mais conteúdo sobre moda e a entender como esse setor funciona. Após assistir o documentário The True Cost (2015), me dei conta que estava viciado nesse ciclo de compras sem fim.

O modelo de negócio da indústria do fast fashion funciona assim: produz enormes quantidades de roupas em um prazo incrivelmente curto e a um custo extremamente baixo – exploração dos trabalhadores de fábricas; e nós continuamos a participar desse ciclo de consumo desenfreado.

As grandes lojas de roupa conseguem vender o que é ditado como tendência nas passarelas, por um valor que você “pode” pagar, porque essas roupas são produzidas a um preço extremamente baixo por fábricas que se utilizam da mão de obra escrava.

Parece estranho e retrógrado falar em escravidão em pleno século 21, mas essa é a realidade de muitas pessoas que são submetidas a baixas condições de trabalho e ganham muito pouco por isso.

Mudança de hábitos

No início não foi fácil. Sempre passava em frente de alguma loja e me pegava desejando alguma peça. E foi para estes momentos que criei um mantra: eu não preciso disso.

Desde que o mundo se tornou capitalista, consumimos desenfreadamente, sem pensar se realmente precisamos comprar algo que está a nossa frente. E não, não precisamos de tanto para viver. Quantas vezes você já comprou algo que usou apenas uma vez ou, até mesmo, nem usou?

Qualidade x quantidade

Me lembro exatamente qual foi a última peça que adquiri numa rede de fast fashion: uma calça na Forever 21. Na época estava procurando uma calça preta por um preço relativamente baixo, foi então que fiquei sabendo que lá havia calças por apenas R$ 50,00. Corri e comprei na mesma semana. A decepção veio nas semanas que seguiram: a calça desbotou rapidamente e o tecido que se ajustava facilmente ao meu corpo, foi ficando frouxo.

Roupas de fast fashion parecem ter prazo de validade: a coleção seguinte. É aí que vale mais a pena, para o bolso e para a consciência ambiental, ter menos peças e de melhor qualidade porque elas irão durar mais.

Meio ambiente

Produzir significa gastar. Gastar recursos: dinheiro, água, luz, químicos para tingir os tecidos, mão de obra para costurar, transporte, armazenamento, venda e por aí vai. E por que gastar tudo isso por uma roupa que será pouco usada ou rapidamente descartada?

Consciência limpa

A origem das roupas de lojas de fast fashion é de cunho duvidoso e muitas têm trabalho escravo em seu processo. Algumas redes dizem ter a sua produção aqui no Brasil. Mas é difícil saber onde as roupas são produzidas de fato, até porque, é muito comum vermos aquela etiqueta “Made in China”.

As condições de trabalho para se produzir uma peça, que é vendida por um preço tão baixo, são duvidosas e questionáveis. Eu não concordo e não quero fazer parte disto.

Então, o que fazer?

Quando optei por adotar esse novo estilo de vida, sabia que precisaria encontrar saídas para um consumo consciente.

1. Comprar de brechós e bazar

Comprar em brechó e bazar, foi de longe, umas das melhores coisas que comecei a praticar. As peças são bem mais baratas e dessa maneira você dá um novo lar e valor para uma peça, que outrora, poderia ter ido para o lixo. Se quiser uma lista de brechós online, basta acessar esse post.

2. Comprar de marcas locais

Se ao buscar por algo novo e não encontrar nada em brechós, procure por produtoras locais e artesanais, que tenham valores voltados à sustentabilidade. As peças podem parecer caras (valor de fast fashion), mas se você comparar à qualidade, durabilidade e a mão de obra, perceberá que o preço é justo.

3. Reaproveitar roupas

Se você me acompanha no instagram ou faceboook, sabe que eu amo pintar e, por diversas vezes, já postei alguma roupa customizada. Sempre temos aquela roupa que não usamos mais, talvez por não servir ou não parecer mais interessante. Então por que não dar um novo sentido a ela? Deixá-la com a sua cara.

Começar a prestar mais atenção nos meus atos, se tornou uma oportunidade de pensar melhor na maneira como levo minha vida e como vejo tudo que me cerca.

E você, tem pensado sobre os seus hábitos ou ainda continua se deixando levar por esse ciclo vicioso?

5 brechós online de Belo Horizonte para você amar – parte 1


Há quem diga que brechó e bazar são para pessoas de baixa renda. Mas a verdade é que eles tem caído cada vez mais no gosto popular e, as roupas advindas desses lugares, vem ganhando cada vez mais espaço no armário e no coração da galera.

O motivo? É possível encontrar roupas, calçados, acessórios e muito mais coisas, por um preço mais em conta do que em lojas tradicionais.

Compras em brechó já não tem o mesmo estigma de “coisa velha” e com cheiro de naftalina de antigamente; hoje em dia é algo visto como trendy, sustentável e descolado. Uma prova disso é que, mesmo em tempos de crise em que diversas redes de moda vêm sendo afetadas, o mercado de brechós no Brasil continua crescendo.

A venda de peças usadas ganhou o mundo virtual e tem virado uma forma de recuperar os investimentos feitos em peças que já não são mais utilizadas. As redes sociais estão cheias de grupos e comunidades que realizam o trabalho de brechó, bazar e desapego.

E, se assim como eu, você também se amarra em garimpar peças por um preço mais em conta, se prepare para uma surra de brechós online de Belo Horizonte para seguir, se apaixonar e comprar.

Não esqueça de ver a 2ª parte da lista aqui.

Vaka Profana


Bazara33

Seu Pechincha

Ô Bem Amado

Cherry Brecho 



Se você gostou, fique ligado! Na próxima semana trarei a segunda parte desta lista. E me diz uma coisa, o que você acha sobre essa maneira de consumir roupas?

Obrigado especial ao Daniel Bernardes por me conceder sua lista de brechós.