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Coletivo Negras Autoras lança seu primeiro álbum

O pré lançamento será realizado n’A Autêntica, dia 28 de fevereiro


Importante símbolo da arte de matriz africana na capital mineira, o coletivo Negras Autoras nasceu em 2014 reunindo artistas negras e fortalecendo o protagonismo de mulheres que já vinham de uma longa caminhada em diversos projetos musicais.

A estréia nos palcos se deu em 2015 e, ao longo dos anos, o grupo desenvolveu dois espetáculos musicais, o NEGRA e o ERAS, ambos abordando aspectos da mulher negra contemporânea.  Ao longo do processo dos dois trabalhos várias músicas foram compostas e as canções criadas especialmente para estes espetáculos farão parte do primeiro álbum do Negras Autoras, que terá o evento de pré-lançamento realizado no dia 28/02, a partir das 21h n’A Autêntica (Rua Alagoas 1172, Savassi).

A atual formação traz nomes bem conhecidos da cena mineira como Elisa de Sena, Júlia Tizumba, Manu Ranilla, Nath Rodrigues e Vi Coelho.

A noite contará com audição do disco e pocket show, no qual as artistas apresentarão algumas das 15 faixas que integram o álbum de estréia. A entrada é franca.

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.


Construção coletiva

Com 15 faixas, o disco de estreia do coletivo Negras Autoras é fruto de um processo gradual de construção, gestado ao longo destes 6 anos de existência do grupo.

“As músicas são todas autorais, sendo que algumas delas são da Eneida Baraúna, que é uma das fundadoras do coletivo, além de parcerias com a Maíra Baldaia, que assina uma faixa com a gente e da Laís Lacorte, que assina uma faixa junto com a Nathy Rodrigues. São músicas nossas, algumas parcerias com outras mulheres negras da cidade”, explica Elisa de Sena, uma das integrantes do grupo.Segundo ela, o trabalho conta com ainda com as parcerias dos músicos que acompanham o coletivo.

“Os arranjos foram feitos pelos músicos de um modo geral, tanto a Nathy que é musicista/ instrumentista quanto o Andinho Santo, que é o nosso baixista, cavaquinista e também toca violão em algumas faixas, além do  BelisárioTonsich, que é violonista e a Lauriza Anastácio, que é violoncelista. O álbum foi gravado, mixado e masterizado pelo Fabrício Galvani”, completa.

O pré- lançamento acontece no dia 28 de março, n’A Autêntica, com a primeira audição pública do disco, que estará nas plataformas já no dia 29. No dia 23 de abril será realizado o show completo (incluindo  os músicos acompanhantes)  no Sesiminas, com ingressos a R$20,00.

Sobre o grupo

O Coletivo Negras Autoras é formado por Elisa de Sena, Júlia Tizumba, Manu Ranilla, Nath Rodrigues e Vi Coelho. grupo formado por mulheres negras, mutli-artistas que encontram na arte a forma de descrever o percurso e o posicionamento da mulher negra ativa na sociedade.

As integrantes:

Elisa de Sena:

Cantora, compositora, atriz e apresentadora.

Com 20 anos de experiência com artista, Elisa integra o Coletivo Negras Autoras, Grupo Tambor Mineiro e ColetivoLugar de Mulher. A cantautoralancou seu primeiro disco solo autoral, CURA, com a chancela da  Natura Musical em agosto 2019. Já participou das bandas Berimbrown e Baianas Ozadas, Dingoma, dentre outras. Como atriz, integrou a Trupe Negra de Teatro, o Grupo Filhos do Sonho (PUC-MG), e realizou oficinas com grupo Espanca, Galpão, Grupo XIX de Teatro. Além do teatro, atua também para cinema e publicidade. Já se apresentou artisticamente em New Orleans, Portugal, Grecia, Republica Dominicana e varias cidades do Brasil. ‘E formada em historia e pós-graduada em Produção e Critica Cultural.

Júlia Tizumba:

Nascida em Belo Horizonte, formada no Teatro Universitário da UFMG, em Jornalismo pela PUC Minas, mestra e doutoranda em Artes Cênicas,cantora e percussionista, Júlia começou seus estudos artísticos aos 10 anos de idade. É atriz da Companhia Burlantins e uma das idealizadoras da Mostra Benjamin de Oliveira. Também integra o Coletivo Negras Autoras, atuando como compositora, cantora e instrumentista. É regente e ministra aulas de percussão na Associação Cultural Tambor Mineiro e integrou o elenco dos musicais: “Elza”, “O Frenético DancinDays”, “Oratório”,”NEGR.A”, “ERAS”, “Clara Negra”, “Madame Satã”, “Zumbi” e “O Negro, a Flor e o Rosário”.

Manu Ranilla

Formada em Percussão Popular na “Bituca – Universidade de Música Popular”, participou de oficinas com Maurício Tizumba, Marcus Suzano, Tambolelê, Sergio Santos, Vera Figueiredo, Monobloco e outros. Como percussionista já integrou o grupo ‘MaíraBaldaia e quinteto, gravou com Túlio Araújo o álbum “Mangueira”, Workshow de Pandeiro- Argentina, Heritage Jazz 2014- New Orleans. Atualmente integra Projeto Manobra, Negr.a – Coletivo de Negras Autoras, Bloco Rei, Dingoma, Tizumba e Tambor Mineiro é Professora de Pandeiro no Espaço Cultural Tambor Mineiro, Coordena Projeto Musical Projovem-BH e  Professora de Percussão no projeto “Oficina  de Ritmos”.

Nath Rodrigues

Musicista com iniciação em banda marcial, a violinista, que já integrou as Orquestra Sinfônica do Palácio das Artes e a Orquestra Sinfônica da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), atua no cenário musical dedicando-se atualmente a música brasileira instrumental e cançoneira. Ganhadora do prêmio BDMG Jovem Instrumentista 2013, Nath Rodrigues tem participação em trabalhos de músicos renomados no cenário musical mineiro como Sérgio Pererê, Vitor Santana, João Pires, Maurício Tizumba e vários outros. Atualmente trabalha nos musicais como o “Clara Negra” com direção de Maurício Tizumba e Paula Manata e “Zumbi” com direção de João das Neves e Titane.

Vi Coelho

Vi Coelho é cantora e compositora.Iniciou sua trajetória cantando em corais na escola. Na juventude integrou a Trupe Negra, na qual atuou no espetáculo ” O Negro a Flor e O Rosário”e iniciou seus trabalhos no Grupo Tambor Mineiro, onde já realizou e realiza diversas apresentações locais, nacionais e internacionais, com destaque para o Festival Internacional de Jazz de New Orleans. Militante das questões feministas e raciais, integra o ColetivoNegras, fundou o bloco afro feminista Pele Preta e é co-idealizadora do projeto musical Preta Lume, com o músico instrumentista Heberte Almeida. Integra o circuito carnavalesco belo-horizontino há 6 anos, cantando no carnaval em parcerias com diversos blocos. É fundadora do Bloco Bruta Flor e vocalista do Bloco de Carnaval Havayanas Usadas.

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Relaçoes-Públicas, redator, blogueirx, ativista negro e LGBT+.

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